"Boneca Russa" é o novo vício na Netflix

01/02/2019 as 12:39

Se os gatos têm sete vidas, Natasha Lyonne tem, pelo menos, 20. E não falamos apenas do seu papel em Boneca Russa, série que se estreia sextafeira na Netflix e que a actriz escreveu com Amy Poehler e Leslye Headland. Falamos também da vida de Lyonne, que se estreou em televisão aos sete anos, foi estrela indie na década de 1990 e andou nas bocas dos mundo nos anos 2000 com escândalos atrás de escândalos (muito álcool e drogas). Prestes a fazer 40 anos, a actriz tem finalmente a sua série, uma odisseia em loop tal qual O Feitiço do Tempo (Groundhog Day, 1993) com Bill Murray.

Em Boneca Russa, Natasha é Nadia, uma programadora de Nova Iorque que na festa do seu aniversário está sempre a morrer e a reviver o mesmo momento. Sem perceber o que se passa, a vida de Nadia torna-se um labirinto de armadilhas mortais. Se em Orange Is The New Black já era difícil algumas vezes separar a sua personagem Nicky Nichols da sua vida, em Boneca Russa essa aproximação torna-se mais evidente. A série é tanto sobre Lyonne como Master of None é sobre Aziz Ansari.

“Esta série é altamente autobiográfica. Também é fortemente ficcionada. É quase como se fosse uma versão super-heróica de mim, uma pessoa que eu gostaria de ser”, contou a actriz ao Broadly da Vice, explicando que a Nadia dos últimos episódios está mais perto de quem é hoje. “Quem ela é no início da série está mais perto do que eu era há 15 anos.” E Lyonne não só escreveu e protagonizou a série, como também realizou alguns episódios. Mais: a equipa de escrita e de realização é feita apenas de mulheres. “Nunca tendo criado uma série minha antes e sendo isto tão pessoal, quis trabalhar com pessoas que falassem a minha língua. A minha voz é mais forte quando não sinto que sou a outra na sala”, defendeu ainda.

As primeiras críticas à série de oito episódios são unânimes: Boneca Russa tem tanto de divertido como de assustador sem nunca perder a qualidade.

Netflix. Sex (estreia).


Fonte: Timeout

Foto: Netflix